domingo, 20 de agosto de 2017

O que podes fazer para seres mais feliz #6

Hoje publico o último post da série sobre o que podes fazer para seres mais feliz. Com este, partilho um total de 12 sugestões de actividades, que a ciência comprovou que podem aumentar a felicidade. Lembra-te que 40% da felicidade está nas tuas mãos, nas actividades que decides incluir no teu dia-a-dia. Espero que esta leitura te inspire e que te tornes uma pessoa realmente mais feliz.

Até agora falámos do seguinte:

11. Aprofunda a tua espiritualidade


As pessoas que aprofundam o seu lado espiritual tendem a ser mais felizes. Costumam ter casamentos mais estáveis e felizes, ser melhores pais e, por norma, sentem-se mais aptos para lidar com os desafios da vida. Os jovens tendem a envolver-se em menos problemas e costumam ter melhores notas.

Mas a espiritualidade pode ou não ter que ver com a frequência de uma igreja organizada. Portanto, ir à igreja por obrigação, ou pelas aparências, não nos torna mais felizes. O que realmente importa é ter um sentido profundo e intenso da importância da vida, crer em algo maior que nós e acreditar que estamos cá por algum motivo. Acreditar que a nossa vida tem importância e que podemos contribuir para um mundo melhor.

Podes aprofundar a tua espiritualidade lendo e reflectindo sobre livros com temas espirituais, envolvendo-te mais na tua igreja (se seguires alguma religião formal), orando e conversando com Deus, praticando actos de voluntariado baseados na fé, etc.

12. Cuida do teu corpo e da tua mente


Cuidar do corpo e da mente pode fazer uma grande diferença na forma como te sentes.

Por exemplo, o exercício físico é das actividades mais eficazes para incentivar a felicidade. Isto porque quando praticamos desporto, o nosso cérebro segrega endorfinas, que geram prazer e reduzem a dor, fazendo-nos sentir mais felizes. 

O hábito de meditar também tem bastantes benefícios. É especialmente útil para acalmar a mente, uma vez que nos ajuda a combater o stress e a pensar de forma mais optimista. Foi aliás comprovado de que bastam 5 minutos de meditação por dia, para ao fim de 4 ou 5 meses, ocorrerem mudanças significativas na actividade eléctrica do cérebro. Com o recurso a equipamento próprio, é possível observar que as áreas cerebrais relacionadas com o optimismo e a felicidade ficam claramente mais activas. Assim, com uma prática regular, o pensamento positivo vai-se tornando um hábito e vai aumentando a nossa capacidade para enfrentar as crises da vida.

Mas quais as medidas concretas que podes tomar, para cuidares do teu corpo e da tua mente?
- Cuida da tua beleza e autoestima;
Pratica meditação, de preferência diariamente (nem que sejam só 5 minutos);
- Pratica exercício físico (é imprescindível escolheres algo adequado ao teu estilo de vida e gosto pessoal, para que te possa fazer feliz. Se não souberes por onde começar, o yoga por exemplo, é um dos tipos de exercício que mais probabilidade tem de aumentar a felicidade. Claro que ainda assim, dependerá de como te sentes ao praticar);
Sorri e ri com mais frequência (mesmo que inicialmente não tenhas vontade de o fazer, estes gestos estimulam a felicidade);
- Age como uma pessoa feliz, adoptando as expressões faciais e posturas físicas destas pessoas (sorriso no rosto, postura confiante, voz animada...). A verdade é que mesmo que finjamos um pouquinho, o nosso corpo emite sinais ao cérebro de que estamos a experimentar determinada emoção e isso aumenta a probabilidade de a experimentarmos efectivamente.

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E é tudo. Agora é arregaçar mangas e dedicares algum tempo à tua felicidade. 

Tudo de bom para ti!

Fotos: 1.ª brenkee; 2.ª gazarow.
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sábado, 19 de agosto de 2017

O que podes fazer para seres mais feliz #5

Eis o 5.º post da série sobre o que podes fazer para seres mais feliz. São sugestões de actividades, que a ciência comprovou que podem aumentar a felicidade. Contudo, deves ter em conta que umas resultarão melhor que outras, porque dependem da tua personalidade e gosto pessoal.

Até agora falámos do seguinte:
As actividades que hoje sugiro, são as seguintes:

9. Cria estratégias para lidares com os problemas


Todas as pessoas, felizes e infelizes encontram obstáculos na vida (espreita o caso da minha tia N.). No entanto, a felicidade não depende de não termos problemas, mas sim da forma como lidamos com eles.

Em primeiro lugar, é importante aceitares a inevitável existência de emoções negativas, para as poderes ultrapassar. Lembra-te que essas emoções permitem-te reconhecer e valorizar as emoções positivas. Se tudo na tua vida corresse às mil maravilhas, provavelmente não darias valor, nem serias muito feliz nos bons momentos. Aceita os fracassos como uma «oportunidade» de aprendizagem, como uma lição para na próxima fazeres diferente. Por último, não te esqueças que tudo passa, inclusive os momentos de crise. 

Mas como podes ultrapassar as emoções negativas, quando a crise ocorre? Recorrendo a uma série de estratégias para treinares a resiliência (capacidade de enfrentar circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e/ou situações potencialmente traumáticas, conseguindo recuperar e voltar ao estado emocional inicial). Essas estratégias estão descritas nos seguintes posts:

- para lidares com o stress excessivo lê as sugestões do post "Estudos sobre o stress e estratégias para o superar"; 
- quando enfrentares problemas podes recorrer às estratégias enunciadas no post "Como lidar com os seus problemas";
- para evitar que estejas sempre a ruminar em pensamentos negativos, lê o post "19 formas de pensar que o ajudarão a ultrapassar os momentos difíceis".

10. Aprende a perdoar


Perdoar não significa esquecer ou aceitar o que te fizeram. Significa sim que aceitas que não podes mudar o que aconteceu, mas que tomas a decisão de seguir em frente. Também não significa que tenhas de ter uma relação próxima com quem te magoou. Significa antes que deves libertar-te da ira e do ressentimento, sentimentos que só te trazem infelicidade. Assim, o perdão é o que te irá permitir não te concentrares tanto no que se passou, mas antes em teres uma vida mais feliz.

Perdoar nem sempre é fácil, mas o primeiro passo é mesmo decidir que necessitas de perdoar

Depois disso, tenta «mudar a perspectiva» e perceber as razões que levaram a outra pessoa a magoar-te: 
- pode ter sido um erro - e errar é humano - tu próprio/a erras, mesmo sem querer (pode ajudar lembrares-te de uma situação em que tu próprio/a foste perdoado/a)
o/a outro pode reger-se por valores diferentes dos teus, que o/a façam desvalorizar o que te fez; 
- a pessoa pode ter tido carências na sua educação, fazendo com que a sua capacidade de empatia pelos outros seja mínima; 
- ou pode simplesmente ser uma pessoa maldosa, e talvez o que te fez acabe por ser uma boa desculpa para não teres de voltar a conviver com ela.

Podes também escrever uma «carta de perdão» (não precisas de enviá-la, a menos que queiras), descrevendo o que te magoou e como isto afectou a tua vida. Refere o que desejavas que a outra pessoa tivesse feito. Finaliza a carta com uma declaração de perdão (por ex.: "Apercebi-me que fizeste o melhor que sabias, naquele momento. Decidi não me concentrar mais no que me magoou e sim nos sonhos que quero alcançar na vida. Por isso, perdoo-te.").

Por último, se para ti for muito difícil perdoar, lê sobre pessoas famosas que o fizeram: Mahatma Gandhi, Nelson Mandela, Oprah Winfrey, Martin Luther King Jr., etc. 

Bill Clinton perguntou certa vez a Nelson Mandela, como é que ele tinha conseguido perdoar os seus carcereiros. Ele respondeu: "Quando atravessei os portões [da prisão] apercebi-me de que, se continuasse a odiar aquelas pessoas, continuaria na prisão." É uma visão certeira.

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Estamos quase a chegar ao fim desta série de posts, mas espero que, ao início de uma caminhada para uma vida mais feliz. Amanhã publicarei o último post. Até lá.

Fotos: 1.ª fras333; 2.ª kaboompics.
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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O que podes fazer para seres mais feliz #4

Hoje continuamos com a série de posts sobre o que podes fazer para seres mais feliz. São sugestões de actividades, que a ciência comprovou que podem aumentar a felicidade. Contudo, deves ter em conta que umas resultarão melhor que outras, porque dependem da tua personalidade e gosto pessoal.

Até agora falámos do seguinte:

As sugestões de hoje são as seguintes:

7. Evita comparações sociais negativas


Hoje em dia, há cada vez mais pessoas a fazerem comparações com os outros - principalmente com o advento das redes sociais. E quase sempre essas comparações são pela negativa. Como vemos normalmente o melhor dos outros, ficamos com a ideia de que têm vidas mais interessantes, que tudo lhes corre melhor.

Claro que estas comparações nos trazem infelicidade. Podemos sentir-nos deprimidos, desmotivados, com baixa auto-estima e falta de confiança nas nossas capacidades.

Felizmente há forma de superar este hábito. Começa por seguir as sugestões do post "Como deixares de te comparar com os outros".

8. Sê generoso/a


As pessoas felizes são com frequência as primeiras a oferecer ajuda aos outros - sejam eles amigos, familiares ou até desconhecidos. Quem recebe esse gesto, normalmente fica feliz. Mas o mais interessante é que quem é generoso fica ainda mais (óbvio que falo de generosidade genuína, não por obrigação).

Podes ser generoso/a de várias formas. Praticando actos de solidariedade e fazendo boas acções (por ex.: ceder o lugar no autocarro ou nas compras a quem precisa; fazer biscoitos e oferecer a um/a vizinho/a; acompanhar a tua avó a uma consulta; elogiar genuinamente quem merece; oferecer boleia a um/a amigo/a que não tem a carta; ouvir um/a amigo/a quando este não está bem; oferecer flores a um ente querido; criar um blog em que ensines algo de novo a alguém [adoro esta opção 😉]; visitar alguém que está doente; ajudar um/a amigo/a que vai mudar de casa, etc.).

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Por hoje é tudo. Amanhã conhecerás outras sugestões.

Fotos: 1.ª Pexels; 2.ª maxlkt.
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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O que podes fazer para seres mais feliz #3

Esta é uma série de posts sobre o que podes fazer para seres mais feliz. São sugestões de actividades, que a ciência comprovou que podem aumentar a felicidade. Contudo, deves ter em conta que umas resultarão melhor que outras, porque dependem da tua personalidade e gosto pessoal.

Até agora falámos do seguinte:
1.º post: gratidão pelo que temos de bom e apreciar as coisas simples da vida;
2.º post: cultivar o optimismo e descobrir o propósito de vida.

Vamos então às sugestões de hoje:

5. Luta pelos teus objectivos e celebra cada conquista


Para sermos felizes é importante identificarmos e perseguirmos as chamadas «metas autoconcordantes». Este tipo de metas são aquelas que nos proporcionam uma jornada agradável para as alcançar, mas que também têm um significado especial para nós. Aqui cada passo rumo ao objectivo final será uma fonte de prazer. Como refere a neuropsicóloga Carina Faria "Pensar que a felicidade está «lá à frente» quando atingirmos «aquele objectivo» é o pensamento mais errado e, talvez, a principal causa de insatisfação. (...) A felicidade não chega quando concretizamos um objectivo. É quando estamos ainda na expectativa, sem saber se o vamos conseguir  ou não alcançar o objectivo, que os níveis de bem-estar atingem o seu auge. (...) É, por isso, fundamental validar todos os passos que vamos dando e desfrutar do conforto que proporcionam". 

Podes estar a pensar: mas porque objectivos irei lutar? Podes lutar por aquilo que irá melhorar a tua vida e pelo que te faz crescer enquanto ser humano. Podes também lutar para viveres o teu propósito de vida, para deixares a tua marca neste mundo ou na vida de alguém. Eu própria, ao longo do tempo, tenho falado dos meus objectivos: livrar-me da tralha para viver num ambiente mais agradável e ter mais tempo para o que mais importa; ou acabar de pagar o empréstimo bancário para me livrar das dívidas; ou ainda tentar incluir actividades para a felicidade no meu dia-a-dia, para ser mais feliz e tentar fazer felizes as pessoas à minha volta, etc. 

Assim, escolhe alguns objectivos e realiza pequenos passos para os alcançares (para te ajudar a definir os teus objectivos, bem como a forma de os alcançares podes ler este post). Celebra cada pequena conquista! E lembra-te, o crucial para aumentar a tua felicidade é justamente o "processo" de te empenhares nas metas e não alcançá-las por si só. 

6. Nutre as tuas relações


As relações com as pessoas que amamos, quer sejam família ou amigos, são importantíssimas para a nossa felicidade. É certo que há pessoas que são mais felizes com menos companhia, até se sentem bem sozinhas. Mas todos nos sentimos bem quando somos amados e apoiados.

Contudo, não é qualquer tipo de relação que nos pode fazer feliz. Há pessoas das quais, em último caso, te deves afastar. São as chamadas «castradoras» - pessoas muito centradas no seu ego, que tendem a diminuir a tua auto-estima; por vezes incutem-te medo para que percas a coragem de seguir em frente; querem, mesmo que subtilmente, escolher por ti e costumam desanimar-te. Já as relações que podem contribuir para a tua felicidade, são com pessoas «potenciadoras». Estas costumam pensar realmente em ti; gostam de ti genuinamente, independentemente das tuas escolhas; respeitam-te; são mais positivas e incentivam-te a alcançares os teus objectivos.

Só que com a corrida do dia-a-dia, por vezes esquecemo-nos de nutrir as nossas relações. Por isso, faz diferente! Agenda encontros com amigos ou familiares realmente especiais, diz-lhe o quanto são importantes para ti, oferece um presente inesperado, envia uma sms com uma mensagem bonita, etc. No caso de manteres uma relação amorosa, podes encontrar mais sugestões no post "15 dicas para manter o romance na sua relação".

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Como vês, lutar pela felicidade pode dar trabalho. Mas é um trabalho que vale muito a pena!

Amanhã continuaremos.

Fotos: 1.ª greekfood -tamystika; 2.ª The Virtual Denise.
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

O que podes fazer para seres mais feliz #2

Ontem iniciámos a série de posts sobre o que podes fazer para seres mais feliz. São sugestões de actividades, que a ciência comprovou que podem aumentar a felicidade. Contudo, tem em conta que umas resultarão melhor que outras, porque dependem da tua personalidade e gosto pessoal.

No primeiro post falámos de gratidão pelo que temos de bom e do apreciar das coisas simples da vida. Hoje são estas as sugestões:

3. Cultiva o optimismo


A forma como encaramos os acontecimentos da nossa vida, influencia bastante a nossa felicidade. Há aquelas pessoas que desvalorizam completamente o que lhes acontece de bom. Algumas até têm medo de falar nisso... (não vá o azar regressar). Passam a vida a queixar-se, nem que seja a si próprias. Porém, quando temos esperança (realista) num futuro melhor, ganhamos confiança para lutar pelos nossos sonhos.

Mesmo quando acontecem tragédias, mesmo não esquecendo, há quem consiga superar, usando o que lhe aconteceu de forma positiva: por ex. mudando radicalmente de vida ou dedicando-se a defender uma causa.

No dia-a-dia, é importante parar, e conscientemente tentar trocar o dramatismo e a inacção, por esperança e acção! E mesmo que algo na nossa vida seja muito negativo e não haja resolução possível, podemos concentrar-nos no que ainda temos de bom.

Para quem não é naturalmente optimista, de início isto requer algum esforço. Mas nada como pôr as mãos à obra! Assim, para levares uma vida mais optimista, recorre às técnicas descritas no post "Como ser mais optimista". Celebra também as lembranças felizes do passado, saboreia o presente, e imagina o melhor futuro possível para ti.

4. Descobre o teu propósito de vida


Um passeio à beira-mar, enquanto assistes ao pôr-do-sol, pode fazer-te feliz. Mas não te dará uma felicidade duradoura, pois com o tempo tendes a voltar ao teu humor habitual. Já uma visão de que és útil à humanidade, de que aquilo que fazes dá sentido à tua vida, proporcionar-te-á uma felicidade que se prolonga no tempo. Este sentimento de realização, tem a ver com a descoberta do teu propósito de vida.

Mas o que é isto do propósito de vida? Sabes aquela actividade que farias até de graça? Aquele sonho que te faz sorrir só de pensares nele? Aquilo que consideras ser uma escolha tua e não dos que te rodeiam ou da pressão da sociedade? Aquela paixão que traz significado à tua vida e que, coincide com o contributo que pretendes deixar neste mundo? Este é o teu propósito de vida.

Quanto ao propósito em si... tudo depende da pessoa. Alguns descobrem que podem fazer a diferença através da educação dos filhos, outros na política, no combate à corrupção, na organização doméstica, na fotografia, na pintura, na jardinagem, no voluntariado, no coleccionismo... Podes fazer a diferença no mundo, ou simplesmente no teu meio familiar, na casa onde vives. Não importa. O essencial é que esta actividade te dê «prazer» e, ao mesmo tempo, dê «significado» à tua vida.

Algumas pessoas sabem naturalmente qual o seu propósito de vida, mas outras nem por isso. Para o descobrires, lê o post "Como encontrar o seu propósito de vida".

Estas actividades podem ou não coincidir com a tua profissão. E mesmo que a profissão seja outra, dedica tempo àquilo que dá significado à tua vida. Aprende mais sobre o assunto, define objectivos e traz para o teu dia-a-dia pequenas tarefas relacionadas com o teu propósito.

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Como já deves ter percebido, a felicidade pode ser aprendida. Requer conhecimentos e, sobretudo prática. Com o tempo podemos adquirir hábitos que nos fazem mais felizes e, isso sim, fará com que a nossa felicidade aumente.

Amanhã continuaremos com esta jornada.

Fotos:  1.ª Free-Photos ; 2.ª AOMSIN.
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terça-feira, 15 de agosto de 2017

O que podes fazer para seres mais feliz #1


Por vezes a felicidade parece-nos inalcansável. Pensamos que só seremos felizes se atingirmos determinado objectivo (ser promovido, ter a casa dos nossos sonhos...). Pensamos também que não há felicidade duradoura, mas alguns momentos felizes que se alternam com ocasiões menos boas.

O que a ciência descobriu é que há pessoas que já nascem com tendência para serem naturalmente felizes (sortudas!), enquanto outras não têm essa predisposição. Há até quem tenha tendência para o pessimismo. A nossa herança genética influencia 50% da nossa felicidade. Mas isso não é caso para ficar deprimido. Aliás, até são boas notícias... significa que temos margem de manobra para sermos mais felizes, ora vejamos:

  • Dos 50% restantes, 10% dependem das nossas circunstâncias de vida (lugar onde nascemos, tipo de família, profissão...). Neste caso, podemos alterar algumas coisas, mas não a totalidade das circunstâncias. Mas... 40% da nossa felicidade, depende única e exclusivamente de nós. Da nossa forma de ver a vida, de encarar os problemas, dos objectivos que definimos...

Por outro lado, a felicidade duradoura não tem nada a ver com uma visão do mundo permanentemente «cor-de-rosa». Mesmo as pessoas felizes têm momentos menos bons. A diferença está na forma como encaram os problemas. Também não tem a ver com uma busca incessante de prazer, pois após um evento muito positivo (ou até negativo), tendemos a regressar ao nosso estado habitual de felicidade. Assim, mesmo os prazeres momentâneos, não têm um efeito duradouro.

O que faz toda a diferença é direccionar (intencionalmente) as nossas actividades, pensamentos e comportamentos para algo que comprovadamente nos pode fazer felizes. Devemos fazê-lo com a maior frequência possível, para que se torne um hábito. Essa forma de estar na vida, depende unicamente de nós!

Ao longo desta semana, irei deixar-te sugestões de actividades, que podem ajudar-te a viver de forma mais feliz. Umas estratégias resultarão melhor que outras, dependendo da tua personalidade e do teu gosto pessoal. Mas são actividades que a ciência comprovou que nos podem fazer mais felizes. Ah! E não te fiques pela leitura! Concentra-te numa ou mais destas estratégias, e age! Com o tempo, as mudanças positivas na tua vida irão surgir.

Pronto/a para começar?

1. Valoriza o que tens de bom


A maioria das pessoas tende a focar-se mais no que não têm, do que a valorizar o que têm de bom. E todos temos coisas maravilhosas, como por exemplo saúde, as pessoas que amamos, uma fonte de rendimento, comida para pôr no prato, a natureza que nos rodeia... Infelizmente, por vezes só as valorizamos quando as perdemos.

Para seres mais feliz, é importante que recordes intencionalmente, o que tens de bom na tua vida. Como refere a psicóloga positiva Maria Oliveira, essa atitude "(...) faz-nos sentir mais confiantes, mais confortáveis e, inclusive, dá-nos alento para enfrentar momentos de adversidade."

Queres saber como fazê-lo? Podes escrever um diário de gratidão, agradecer a Deus pelas coisas boas que te acontecem, dedicar uns minutos diários para visualizares o que te aconteceu de bom, transmitir a tua gratidão a uma ou mais pessoas a quem nunca agradeceste, etc.

2. Aprecia as coisas simples da vida


Os dinamarqueses fazem disto uma filosofia de vida e dão-lhe o nome de hygge. Talvez isto justifique, em grande parte, a sua famosa felicidade.

A ideia é dedicares alguns momentos do teu dia, a actividades simples, mas que te podem fazer feliz: assistir ao nascer ou pôr-do-sol, passear na natureza, acender umas velas ao serão, ler um livro sobre um tema que adores, fazer um almoço prolongado com a família, estar no quentinho enquanto cai uma tempestade lá fora...

Para que estas actividades aumentem a tua felicidade, é importante que as realizes com frequência, de preferência diariamente. Contudo, varia! Não faças todos os dias a mesma coisa, para que o teu cérebro não se adapte e deixe de conseguir saborear estes momentos. Lá está... podes adorar lasanha, mas se a comeres todos os dias talvez te fartes.

Encontras muitas sugestões, para variares estas actividades nos posts "Pequenos nadas que nos fazem felizes" e "Actividades «hygge» que faço com a minha filha".

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Amanhã continuaremos a nossa caminhada pelo mundo da felicidade. Até lá!

Fotos: 1.ª jill111; 2.ª avi_acl; 3.ª Engin Akyurt
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pensamento/Lema da semana #358


Depois da tragédia dos incêndios, que tem assolado Portugal, 
o pensamento que me inspira é este:

"Se nós estamos a destruir as nossas árvores e a destruir o nosso meio ambiente,
prejudicando animais e magoando-nos uns aos outros com todas estas coisas,
tem de haver uma energia muito poderosa para lutar contra isso.
Eu acho que precisamos de mais AMOR no mundo!
Nós precisamos de mais BONDADE, mais COMPAIXÃO, mais ALEGRIA, mais RISADAS.
Eu, definitivamente, quero contribuir para isso."
Ellen DeGeneres


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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Pensamento/Lema da semana #357


"O objectivo das nossas vidas é sermos felizes." 
Dalai Lama

Foto: xdorin

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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Pensamento/Lema da semana #356


"A sua capacidade para gerar energia 
é directamente proporcional à sua capacidade para descontrair.
David Allen

Foto: Pexels
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quarta-feira, 26 de julho de 2017

Uma semana triste...

Esta é a semana do meu aniversário. Mas tem sido uma semana triste, muito triste.
Ontem era assim, ao fim do dia.
Céu e rio alaranjados, devido ao fumo dos incêndios. (Foto sem filtros).

Esta é a semana do meu aniversário. Mas tem sido uma semana triste, muito triste.

O meu dia de anos, na passada Segunda-feira, foi repleto de azares. Tinha tudo para dar certo. Começou com presentes. Nesse dia pudemos estar todos em família (coisa rara nos últimos anos). Fomos ver o mar  - e essa foi a melhor parte do dia: poder estar ali (com um vento imenso, é certo) a olhar aquelas águas brilhantes, sentir o cheiro da maresia e ouvir os risos de alegria dos filhotes. Receber miminhos do marido. Mas depois... Só chatices por resolver, problemas que nos chegavam por telefone e até o carro avariou pelo caminho... Já em casa, foi a vez de avariarem mais uns quantos electrodomésticos e de desligar o telefone para termos um pouco de paz.

Fiquei também muito triste pelos incêndios aqui tão perto. Onde moram pessoas que conheço. Lugar onde assisti ao esforço da Câmara, para transformar a sua terra num «verde horizonte» (devido ao grande incêndio de 2003). E agora, volta tudo à estaca zero. Tão triste. Especialmente triste saber das pessoas que perderam casas de primeira habitação. Tão triste. Assistir todos os anos à mesma coisa e não haver verdadeira mudança para resolver o problema. Tão triste. 

Gostava de ter tido um aniversário diferente. Mas a realidade foi assim, e não a posso mudar. Se bem que posso fazer algo para me sentir melhor.

O que faço nestas alturas é uma espécie de pausa mental. Estou a fazer o que posso para resolver os vários problemas, mas também tenho de arranjar momentos de distanciamento. Nessas alturas, faço o seguinte:
- embrenho-me numa tarefa completamente diferente, para mudar o foco dos meus pensamentos;
- se estiver em casa, enquanto faço tarefas, escuto algum canal do youtube (também para pensar noutra coisa);
- quando tenho uma pausa, volto a ler os meus livros sobre felicidade/psicologia positiva ou releio antigos posts do blog (como este e este);
- tento concentrar-me no facto de que daqui a uns tempos as coisas irão inevitavelmente melhorar (é o normal fluir da vida);
- pratico meditação durante alguns minutos (faz toda a diferença!).

Tenho a certeza que isto ajudará. Ah! E ter esperança em dias melhores, também!

Foto: Mafalda S.
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segunda-feira, 24 de julho de 2017

Pensamento/Lema da semana #355


"A natureza oferece cenários divinos.
Procure apreciá-los
(...)."
Irlei Hammes Wiesel

Foto: Pok_Rie
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quarta-feira, 19 de julho de 2017

O livro "Destralhe a Sua Casa" da Paula Margarido

Gostava de escrever mais sobre os livros que leio. De fazer resumos sobre aqueles que creio terem algo para ensinar. Sinto verdadeiramente que nos podem ajudar a melhorar enquanto pessoas e a melhorar as nossas vidas. Daí ser importante falar neles.

Este ano, pela primeira vez fiz um book haul sobre os livros que li ou comprei no primeiro semestre do ano. Mas resumos mesmo, só de três. Dois sobre hygge (O Livro do Hygge - O Segredo Dinamarquês para Ser Feliz de Meik Wiking e Hygge - Ser Feliz à Dinamarquesa de Anna Skyggebjerg ), afinal este conceito está relacionado com o trazer felicidade ao nosso dia-a-dia. O outro livro, contra todas as expectativas - pois sou uma céptica, foi um livro sobre «experiências de quase morte», o  Provas da Vida Depois da Morte de Jeffrey Long, um médico oncologista e de Paul Perry. Este livro tocou-me profundamente!

Hoje resolvi finalmente trazer-te o resumo de mais um livro, desta vez sobre destralhe. Até porque pelo que me escrevem, há muitas pessoas realmente interessadas em dar este passo na sua vida. Contudo, por vezes precisam de um pouquinho de motivação. Os livros ajudam justamente nesse campo.

Escolhi escrever sobre o livro "Destralhe a Sua Casa" da Paula Margarido, porque sinto que é diferente. Não é mais do mesmo, vai muito além do destralhe.

A Paula Margarido é arquitecta, mas também frequentou um curso de Feng Shui no Instituto Macrobiótico de Portugal, mais especificamente na Escola Nacional de Feng Shui. Daí que no livro, a autora relaciona sempre a influência das várias áreas da casa na nossa vida, nomeadamente a forma como estas áreas estão organizadas.

Devo dizer que não acredito piamente em tudo o que o feng shui diz. Não acredito propriamente que uma torneira a pingar na casa-de-banho roube a abundância. Mas muito do que é dito no feng shui faz todo o sentido, nomeadamente como uma casa com tralha, desorganizada ou demasiado sombria, afecta - por vezes, bastante - a forma como nos sentimos e como levamos a nossa vida. Está realmente provado que o ambiente onde vivemos nos influencia e a forma como a autora descreve o que devemos fazer exteriormente, para também nos sentirmos bem connosco próprios, é excelente.

Mas vamos ao resumo.

A autora dividiu o livro em 3 partes:
  1. Como destralhar a sua casa;
  2. Como limpar a sua casa;
  3. Como organizar a sua casa.
Na primeira parte, sobre destralhe, fala de coisas como: as consequências de vivermos rodeados de tralha (tem inclusive um capítulo para identificar no baguá do feng shui os efeitos da tralha na nossa vida, consoante a área da casa onde esta se encontra); os lugares onde podemos encontrar tralha na nossa casa e como nos podemos livrar dela; métodos e inclusive um plano passo a passo para nos livrarmos da tralha (tendo em conta a personalidade de cada um) e ainda um desafio para destralhar a casa em 21 dias.

Na segunda parte, sobre limpeza da casa, a autora começa por tentar motivar-nos para a tarefa - por vezes desagradável - da limpeza. Dá sugestões para cultivarmos hábitos de detox doméstico; tem uma série de receitas de produtos ecológicos - adorei esta parte - para limpar tudo e mais alguma coisa (muito à base de vinagre/sumo de limão e bicabornato de sódio); indica uma série de métodos de limpeza; dá sugestões do que podemos limpar diária, semanal, mensal, semestral ou anualmente; inclui planos de limpeza (para empregadas domésticas, para pessoas com pouco tempo); indica como podemos distribuir as limpezas ao longo do ano, quando não temos tempo para as limpezas da Primavera; como podemos limpar as várias divisões da casa e o que podemos fazer para termos uma casa mais saudável.

Na terceira parte, sobre organização da casa, são-nos dadas sugestões para simplificarmos a nossa vida, prevenindo a acumulação de objectos e rodeando-nos daquilo que mais gostamos. Há inclusive um inventário com os objectos básicos que deveríamos ter em cada divisão, para que haja funcionalidade, sem cairmos em excessos (fiquei bem contente, porque após o meu próprio destralhe, em algumas áreas tenho menos do que o sugerido). Depois fala-se de como podemos organizar, divisão a divisão. Neste capítulo, dá-nos ainda sugestões de organização, tendo em conta o sector em que cada divisão se encontra no baguá do feng shui (a ideia é que cada área influencie a nossa vida, da melhor forma possível).

A autora tem ainda ainda 4 anexos, com quadro de tarefas para a limpeza semanal, mensal, semestral e anual, onde lista uma série de tarefas que podem ser feitas em cada período (ex. no quadro de tarefas da limpeza semanal vem «mudar toalhas da casa de banho», já na limpeza semestral vem «limpeza das paredes e tectos»).

Extremamente útil este livro! E sobretudo, inspirador.

Foto: Mafalda S.
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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Pensamento/Lema da semana #354


"Uma pessoa de sucesso é uma pessoa comum, 
com uma mente focada."
Autor desconhecido

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quinta-feira, 13 de julho de 2017

Como deixares de te comparar com os outros


Uma olhada no facebook. Surge mais uma foto daquela amiga, ou melhor dizendo, conhecida, pois até nem te relacionas muito com ela. Aparece novamente linda, com o cabelo impecável e um corpinho que não aparenta ter sido mãe à pouco tempo. Ainda por cima mostra o seu novo carro, lindo por sinal! Espreitas outra foto, desta vez da sua casa que mais parece uma galeria de arte. Suspiras, enquanto te lembras que mal consegues manter a tua arrumada - os filhos fazem cá uma bagunça... Fechas o computador, a sentir-te miserável. Afinal mal tens tempo para ir ao cabeleireiro, quanto mais ao ginásio. Quanto ao carro, pensas, mesmo que quisesses, não terias dinheiro suficiente para o comprar.

Agora o outro lado. Até porque não conheces tão bem aquela pessoa.

Ela aparece com o cabelo impecável, porque todas as semanas opta por ir ao cabeleireiro em vez de ir ao parque, como tu costumas ir com os miúdos. Ela está com um corpinho bem bonito, mesmo tendo sido mãe, porque é acompanhada por um nutricionista e se esforça para cumprir as suas indicações. Também vai ao ginásio 3 vezes por semana, exactamente à hora em que estás a jantar com a família. A casa está sempre impecável, porque a sogra que já não trabalha, para se manter ocupada, vai dar uma mãozinha por lá. Ah! E nem toda a casa está impecável. Mas claro, o espaço que aparece na foto, obviamente está.  Quanto ao carro novo, ela só investiu o dinheiro de forma diferente da tua. Tu optaste por viajar e ir fazendo férias com a família. Ela sentiu que ter aquele carro era o seu sonho e juntou dinheiro para o comprar.

Como podes superar as comparações com os outros

Nenhuma das formas de vida acima está errada. Mas deverias interiorizar umas quantas coisas, para te sentires melhor:

  • As pessoas tendem a mostrar aos outros o melhor de si, principalmente nas redes sociais. Convenhamos, tu certamente fazes o mesmo. Dificilmente colocarias uma foto em que estás com mau aspecto ou uma imagem da divisão mais desarrumada lá de casa. Assim, este género de comparações são injustas, pois costumamos comparar o nosso pior com o melhor dos outros.

  • Todas as pessoas têm frustrações na vida. Não há vidas perfeitas! Um sorriso bonito, pode na realidade esconder uma série de problemas. A foto de uma viagem a um lugar maravilhoso, não mostra os possíveis dissabores dessas férias. Pensa! Normalmente as pessoas mostram aquilo que mais gostam em si ou nas suas vidas e ocultam o que menos as satisfaz. Certamente não colocarão uma foto da sua gaveta da tralha (optam por mostrar o que está bonito), ou não irão expor que não se dão com a sogra (escolhem mostrar o convívio com os amigos), ou que têm as pernas cheias de celulite (preferem mostrar o sorriso, quando têm os dentes quase perfeitos). 

  • O tempo e dinheiro não dá para tudo e é impossível conseguires fazer algumas coisas, sem abdicares de outras. É tudo uma questão de prioridades! Se preferes investir o teu dinheiro em viagens com a família, é uma escolha. Provavelmente essa escolha dar-te-á mais felicidade, do que comprares o carro mais giro do mundo. Lá no fundo, é o que preferes. Por outro lado, se trabalhas 8h e não tens ajudas, é normal que seja mais difícil para ti manteres a casa em ordem. Provavelmente, decidiste que preferes não ocupar todo o teu tempo livre em arrumações, pelo que se os miúdos ainda são pequenos, é natural que exista alguma desordem (não invalidando que os vás ensinado a arrumar). 


  • Sabes aquelas pessoas que reclamam de tudo e que nunca dão elogios? Não sejas assim contigo mesmo/a! É claro que há pessoas que têm vidas mais facilitadas que a tua: uma sogra que ajuda lá em casa, um ordenado maior ao fim do mês, uma genética que lhe trouxe mais beleza... Mas e aquilo que tu tens de bom? Para e enumera o que te lembrares. Pode ser um casamento feliz, um talento enorme para organizar a casa, uns filhos lindos, uns olhos bonitos, a sensação que aquilo que fazes é importante para quem te rodeia...

  • De acordo com os investigadores do Tilburg Institute for Behavioral Economics Research, existem dois tipos de inveja que surgem das comparações sociais:
a) a maliciosa - quando olhas para a vida dos outros e te parecem muito mais interessantes, fáceis e alegres que a tua. Isto leva a que te sintas infeliz, pouco auto-confiante, solitário/a e com baixa auto-estima. O pior é que a motivação melhorares algum aspecto da tua vida, vem por aí abaixo.
b) a benigna - quando optas por olhar para a vida de pessoas inspiradoras.  Pessoas que mesmo enfrentando adversidades, conseguiram alcançar os seus objectivos. Pessoas que nos ensinam lições através do que dizem ou do seu próprio exemplo.

Quando sentires que te estás a comparar negativamente com alguém, procura informação sobre pessoas que te inspiram. Isso irá motivar-te a aprenderes mais, a lutares pelos teus sonhos e, sobretudo, a seres mais feliz.


  • Compara-te a ti mesmo. Se olhares para trás, certamente vais aperceber-te que alcançaste uma série de objectivos ou que desenvolveste qualidades das quais te podes orgulhar (um curso que conseguiste tirar, a família que conseguiste construir, a sensibilidade que tens para ajudar os outros…). Esta sim, é uma comparação justa, porque na tua vida conheces todos os lados - positivos ou negativos -  de cada situação e consegues deter o controle sobre muita coisa. Por outro lado, constatares que tens capacidade para alcançar algumas metas, aumentará a tua auto-confiança.

  • Melhora a tua auto-estima. Se te sentires bem contigo mesmo/a, fica mais difícil concentrares-te tanto nos outros. Para te ajudar a aumentar a auto-estima, podes ler este post.

  • Lembra-te de que há imensas pessoas em situação pior que a tua. É chato dizer isto, mas a verdade é que por vezes, só valorizamos o que temos de bom, quando olhamos para quem está pior que nós. E nem estou a falar de situações extremas como pessoas que passam fome em África ou as vítimas da guerra na Síria. Falo de pessoas que estão bem perto de ti. Vou dar-te exemplos do que vejo à minha volta. Aquele senhor, que não consegue libertar-se do vício da bebida e que já perdeu muita coisa por causa disso: a família, a casa, o emprego. Aquele rapaz que teve um acidente de trabalho e perdeu as duas pernas (este até é um caso inspirador, pois depois do acidente formou família, arranjou outro emprego e continuou a lutar). Ou aquele homem nos seus 30 e poucos que, perdeu a mulher por um problema cardíaco que nem ela sabia que tinha. Ficou com 3 filhos para criar (hoje vive em função dos filhos e é um exemplo de pai). Por isso, pensa: que sorte em teres tanta coisa boa na tua vida!


  • Define o que é importante para ti. Será economizar para fazer uma viagem ao Gerês? Será perder 10 kg? Será conseguir uma promoção no trabalho? Será ir 3 vezes por semana com os miúdos ao parque? Se tiveres as tuas prioridades bem claras na tua cabeça, e se fizeres as tuas escolhas em função disso, torna-se mais fácil não te comparares com os outros. Sabes à partida o que queres da vida e passas a organizar os teus dias em função disso. Começas também a ter consciência de que o que observas nos outros, são por vezes prioridades diferentes das tuas.

  • Define objectivos e luta por eles. Por outras palavras, em função daquilo que é importante para ti, ou seja, das tuas prioridades, define objectivos a curto, médio e longo prazo. De seguida, escreve as tarefas que tens de ir realizando para conseguires alcançar os teus objectivos. Fazendo um pouco todos os dias, fica mais fácil alcançares os teus sonhos. E o melhor, é que mantendo a cabeça ocupada naquilo que queres, é menos provável que percas tempo em comparações com os outros. 

  • Gere melhor o teu tempo, pois isso ajudar-te-á a teres uma vida mais organizada e, consequentemente, a ter mais tempo para as tuas prioridades. Define assim as tuas prioridades e objectivos, evita procrastinar, delega o que puderes e não percas tempo com o que não interessa. Para concretizares as tuas tarefas, recorre a um bom método de gestão de tempo, o GDT por ex. (encontras explicação do método neste vídeo e neste livro). Vais ver que se sentires a tua vida a melhorar, deixa de ser tão importante concentrares-te na dos outros.


  • Não provoques tu próprio(a) comparação social negativa. Sabias que nos países mais felizes do mundo, como a Dinamarca, as pessoas não têm por hábito exibir-se? É até considerado mau gosto. Já foi inclusive demonstrado, que nas comunidades onde as pessoas se sentem mais iguais aos seus vizinhos, estas se sentem mais felizes. Sugiro por isso que não te gabes dos teus bens materiais, ou que não estejas sempre a demonstrar que és melhor que os outros (grande parte das vezes, isto até é feito sem intenção). Quanto menos comparação existir, mais feliz será a vida das pessoas. Nas redes sociais, claro que não há mal em partilhares fotos e comentários sobre a tua vida. Só não exageres. Opta por partilhar coisas úteis, que melhorem a vida de alguém: artigos que aches interessantes, citações inspiradoras, sugestões de passeios, notícias úteis, etc. 

  • Faz um detox das redes sociais. Uma equipa de pesquisa conjunta de duas faculdades alemãs, a Darmstadt Technical University e a Humboldt University, concluiu que uma em cada 3 pessoas sentiu-se pior depois de ir ao Facebook, isto porque se sentiram mais desapontados com as suas vidas. E os participantes que exploraram o Facebook passivamente (só observando, sem colocar nenhum «like»), foram os que se sentiram pior. Por isso, de tempos a tempos, faz uma pausa das redes sociais. E quando navegares, opta por seguir pessoas e páginas inspiradoras. Ah... e se vires algo que gostes realmente, toca a colocar um «like», não navegues passivamente.

  • Enquanto estás a perder tempo com comparações, não o estás a ocupar de forma mais útil, que traria mais benefícios à tua vida. Ocupa a mente com outra coisa: destralha uma área da tua casa, vai ler um livro, faz uma caminhada, faz algo pelos teus objectivos, faz alguma tarefa doméstica, passa tempo com a família... Concluindo, não percas tempo com algo que ainda por cima te faz infeliz! 

  • Para de fazer comparações em geral. Não é só nas redes sociais que nos comparamos, mas fazê-mo-lo em diversas situações do nosso quotidiano. O risco de repetires este comportamento, é que podes transformá-lo num hábito. E aí, fica mais difícil, deixar de agir assim. Por isso, sempre que te vires a comparar-te com outras pessoas, segue a estratégia anterior: realiza alguma tarefa que distraia a tua mente das comparações.


Em suma, a «comparação social negativa» pode ser um entrave na tua vida. 
Pode travar a tua evolução e fazer-te infeliz. 
Opta hoje mesmo, por fazer diferente. 
Segue estas estratégias e concentra-te na tua própria evolução 
e, claro, em seres mais feliz! 


Foto: 1.ª Pexels; 2.ª Julia Orige ; 3.ª Lannyboy89; 4.ª Annca; 5.ª shoelessRVA_photography.

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